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Deus capacita os chamados

"Não digas: sou uma criança… a quem te enviar, irás" (Jr 1,7)

E nossas capacidades?

É verdade quando Deus chama, Ele também capacita os seus chamados. A verdadeira vocação se conhece através de sinais exteriores e motivações interiores que ajudam o vocacionado a conhecer-se melhor e sobre os quais a Igreja se pronuncia.

"Aqueles que Deus escolhe em vista de alguma missão, os prepara e os dispõe para que sejam idôneos àquilo para o qual foram escolhidos" (Santo Tomás). A maturidade psicológica que oferece essas garantias pode ser descrita como o desenvolvimento equilibrado dos principais aspectos da personalidade, tais como emocional, sexual, social, intelectual, moral.

Esta maturidade é requerida para uma resposta autêntica ao chamado divino. No entanto ela se realiza ao longo de toda a vida da pessoa humana. O homem maduro se constrói no esforço sincero por cooperar continuamente com a graça que vai pouco a pouco forjando nele a imagem de Cristo, plenitude da maturidade humana.

Portanto, sempre tocamos nossas fragilidades e imaturidades nesse caminho de escolhidos por Deus. O Senhor não chama porque já encontra uma pessoa perfeita, mas vai aperfeiçoando-a com o auxílio da divina graça. Ao mesmo tempo, a consciência do chamado e da missão provoca o desejo de alcançar uma maturidade tal que favoreça o desenvolvimento completo do plano divino.

Às vezes pode acontecer o cansaço diante da meta que se apresenta sempre tão alta, mas nunca inalcançável. O Senhor aproxima dos seus aquilo que sozinhos eles não conseguem. Quando alguém decide acolher o chamado sabe-se, ao mesmo tempo, completamente envolvido pelo auxílio celeste e, à medida que vai respondendo e arriscando, experimenta essa realidade como companheiro de caminho.

Esse processo de maturidade não consiste unicamente num processo psicológico, ele alcança todos os níveis da vida de uma pessoa. Sobretudo será na abertura a Deus, através da oração e da sinceridade com Deus que alcançará o despojamento necessário para que esteja mais revestido do homem novo: Jesus Cristo.

Podemos afirmar que a maturidade que se exige é a de Cristo. Este é o grande ideal do homem maduro, capaz de abrir os olhos e ver o mundo ao redor e encará-lo com seus prós e contra, sem fazer de sua existência um drama, mas uma possibilidade de realização através da doação semelhante à Eucaristia: entrega de corpo e de sangue, de vida e de morte.

Jesus nos indicou o caminho para crescer para Deus: tornar-se pequenos, como as crianças. Aprender com elas algumas virtudes fundamentais como a esperança, o otimismo na luta, a simplicidade e a sinceridade, a humildade de saber depender do Pai. Só assim saberá entrar nos planos de Deus e encontrar naquilo que Ele apresenta uma surpresa paterna que enche o coração de alegria.

Pai de amor, com minhas possibilidades e impossibilidades abandono-me em tuas mãos para ir àqueles a quem me enviares.

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